CARÊNCIAS ALIMENTARES: doenças

Avitaminoses

Avitaminose A

 

Ø A Hipovitaminose A é a deficiência de Vitamina A.

Ø Funções da Vitamina A:

- Visão

- Crescimento

- Desenvolvimento ósseo

- Desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial (pele)

- Imunidade

- Anti-cancerígena

Ø Causas da deficiência:

- Falta de amamentação ou desmame precoce

- Consumo insuficiente de alimentos ricos em Vitamina A

- Consumo insuficiente de alimentos que contêm gordura

- Infecções frequentes

 

Ø Sintomas e consequências:

- Alterações no revestimento ocular (dificuldade em ver no escuro)

- Infecções frequentes

 

Ø   Principais fontes alimentares de Vitamina A:

    - Vísceras

    - Ovos

    - Leite e derivados

    - Leite materno

    - Frutas e legumes amarelos e laranjas

    - Vegetais verde-escuros

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Avitaminose B2

 

Ø A deficiência de vitamina B2 é muito frequente em casos de fome extrema.

Ø Os sintomas mais comuns são as feridas nas comissuras da boca, seguidas por gretas nos lábios que podem deixar cicatrizes, dermatite (inflamação da pele) da face, tronco e extremidades, anemia e neuropatias.

Ø Os sintomas desaparecem rapidamente quando se trata com suplementos de vitamina B2 até 10 vezes a quantidade diária recomendada.

 

Avitaminose B6

Ø    A deficiência de vitamina B6 pode ser o resultado de uma fraca absorção pelo aparelho digestivo.

Ø Pode levar a uma anemia hipocrómica (descida anormal do conteúdo de hemoglobina dos eritrócitos).

Ø Esta carência está, normalmente, associada a lesões eborreicas em volta dos olhos, nariz e boca, a convulsões de origem cerebral, a nevrite periférica (degeneração nervosa) e a uma diminuição da produção de anticorpos.

Avitaminose B9

Ø      A carência de ácido fólico é uma das deficiências vitamínicas mais comuns. Pode ser o resultado de necessidades acrescidas (subnutrição).

Ø A deficiência grave de ácido fólico leva quase sempre, num curto espaço de tempo, a uma anemia megaloblástica (doença na qual a medula óssea produz glóbulos vermelhos gigantes e imaturos).

Ø A deficiência de vitamina B9 é muito comum em vários locais do mundo e faz parte do problema geral de subnutrição.

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Avitaminose D (Raquitismo/Osteomalácia)

 

    Ø O raquitismo é uma doença causada por uma deficiência de vitamina D.

    Ø Quando os valores de vitamina D no organismo são baixos ocorre uma redução da absorção do cálcio nos intestinos, ausência de uma hormona (hormona paratiroideia) responsável pelo aumento da destruição óssea, diminuição da massa óssea e aumento do risco de fracturas.

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    Avitaminose E

 Ø É um antioxidante que protege as células do corpo contra radicais livres.

 Ø As perturbações que interferem na absorção das gorduras, como a doença celíaca, a fibrose quística, a obstrução dos canais biliares e a doença de Crohn, podem também reduzir a absorção da vitamina E e aumentar o risco de deficiência.

Ø Nas crianças prematuras, a deficiência de vitamina E pode provocar problemas oculares (retinopatia) e hemorragia cerebral.

 Ø Outros sintomas são: incluem reflexos diminuídos, dificuldade em andar, visão dupla, perda do equilíbrio e fraqueza muscular.

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Avitaminose K

 Ø Vitamina K é um nome genérico para várias substâncias necessárias a uma coagulação normal do sangue

 Ø A forma principal é a vitamina K1, que se encontra nas plantas

 Ø A doença hemorrágica do recém-nascido, caracterizada por uma tendência para sangrar, é a manifestação principal da carência de vitamina K

 Ø Não há bactérias no intestino que produzam vitamina K durante os primeiros dias de vida e o leite materno é uma fraca fonte dessa vitamina. Deve-se administrar uma injecção de vitamina K aos recém-nascidos para os proteger desta doença

 Ø Como a vitamina K é solúvel nas gorduras, as perturbações que interferem com a absorção dos lípidos, como a doença celíaca e a fibrose quística, podem provocar uma carência de vitamina K nas crianças e nos adultos.

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Anemia Perniciosa

 Ø Causada por deficiente absorção de vitamina B12.

 Ø A vitamina B12 é fornecida por carnes de órgãos, peixe, ovos e lacticínios.

 Ø A anemia só se desenvolve decorridos 2 a 4 anos desde que o organismo deixa de absorver esta vitamina.

 Ø Causa diminuição da produção de glóbulos vermelhos, afecta o sistema nervoso, causa formigueiro nas mãos e nos pés, perda de sensibilidade nas pernas, pés e mãos, e o aparecimento de movimentos espásticos.

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Anemia Ferropriva

   Ø A Anemia Ferropriva é a carência de ferro no nosso organismo.

 

  Ø Funções do Ferro:

        - Reduz os riscos do parto

        - Melhora a capacidade de aprendizagem

        - Melhora o sistema imunitário

             - Síntese de glóbulos vermelhos e transporte de oxigénio

 

  Ø Causas da Anemia:

         - Dieta pobre em ferro

         - Má absorção

         - Hemorragias

 

  Ø Sintomas:

         - Cansaço

         - Apatia

         - Mucosas descoradas

         - Cabelos fracos e quebradiços

         - Unhas quebradiças

         - Coiloníquia

         - Estomatite angular

         - Dores na barriga da perna

         - Língua acinzentada, lisa e brilhante

 

  Ø Principais fontes alimentares de Ferro

         - Vísceras (fígado)

         - Carnes vermelhas

         - Marisco cru

         - Legumes verde-escuros

         - Leguminosas

        - Nozes e castanhas

        - Açúcar mascavado

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Béribéri

  Ø O beribéri é uma doença provocada por carência de vitamina B1

  Ø É provoca fraqueza muscular e dificuldades respiratórias, e pode afectar o coração

.  Ø É mais comum no continente asiático onde o arroz polido  é a base da alimentação,

 Ø Está também associado a indivíduos com problemas de alcoolismo

  Ø Diarreia prolongada ou doenças crónicas do fígado podem implicar uma incapacidade para manter normais os níveis de Vitamina B1

  Ø São alimentos ricos em Vitamina B1: cereais em grão, leite, legumes, ovos e plantas.

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Pelagra

   Ø A Pelagra é uma perturbação nutricional provocada por uma deficiência de niacina.

  Ø É vulgarmente conhecida como a doença dos 3D’s: diarreia, dermatite e demência.

  Ø Aparece também associada à inflamação da língua, bem como a úlceras, tonturas, insónias, depressão e perda de memória.

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Escorbuto

  Ø O escorbuto é uma doença causada pela falta da vitamina C;

  Ø O escorbuto provoca graves lesões na boca;

  Ø Os efeitos da doença manifestam-se também nas unhas e no cabelo que enfraquecem;

  Ø Com as grandes navegações dos séculos XVI até XVIII, o escorbuto tornou-se a doença clássica dos marinheiros;

  Ø Hoje em dia o escorbuto uma avitaminose muito rara nos países desenvolvidos;

  Ø Nos países pobres e em desenvolvimento, o escorbuto é ainda uma doença que surge com alguma frequência;

  Ø Alimentos ricos em vitamina C:

               - papaia: 1 unidade de tamanho médio (188 mg vit. C)

               - brócolos: 1 copo (116 mg vit. C)

               - sumo de laranja: 1 copo (97 mg vit. C)

               - morangos: 1 copo (84 mg vit. C)

               - laranja: 1 unidade de umbigo (75 mg)

               - kiwi: 1 unidade (74 mg)

               - melão: 1 copo (68 mg)

               - manga: 1 unidade (57 mg)

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Kwashiorkor

 

   Ø Existem três tipos de desnutrição calórico-proteica:

             - o marasmo (tipo seco)

             - o kwashiorkor (tipo húmido)

             - o kwashiorkor marasmático (tipo intermédio)

 

  Ø Tanto o kwashiorkor como o marasmo são doenças desencadeadas pelo défice de calorias e proteínas;

  Ø São doenças comuns nos países em desenvolvimento e que e apresentam elevado risco de morte;

  Ø Todos os tipos de desnutrição calórico-proteica apresentam consequências muito graves, que estão resumidas no quadro seguinte:

 

Sistema

Efeitos

Aparelho digestivo

Baixa produção de ácido no estômago.
Diarreia frequente e muitas vezes de prognóstico muito grave.

Sistema cardiovascular (coração e vasos sanguíneos)

Redução do tamanho do coração, menor volume de sangue circulante, diminuição do ritmo cardíaco e hipotensão.
Finalmente, insuficiência cardíaca.

Aparelho respiratório

Respiração lenta, capacidade pulmonar reduzida.
Finalmente, insuficiência respiratória.

Sistema reprodutor

Tamanho reduzido dos ovários nas mulheres e dos testículos nos homens.
Perda de desejo sexual (líbido).

Sistema nervoso

Apatia e irritabilidade.

Atraso mental.

Sistema muscular

Baixa capacidade para realizar exercícios ou trabalhar devido à redução do tamanho e da força dos músculos.

Sistema hematológico (sangue)

Anemia.

Sistema metabólico

Baixa temperatura corporal (hipotermia), que com frequência conduz à morte.
Acumulação de líquidos na pele como consequência principalmente do desaparecimento da gordura sob a pele.

Sistema imunitário

Alteração da capacidade para combater infecções e feridas.

 

  Ø 40% das crianças afectadas não resiste, e acabam por morrer.

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 Factores que originam a fome

   Actualmente, calcula-se que 815 milhões, em todo o mundo, sejam vítimas de subnutrição crónica ou grave, sendo a maior parte mulheres e crianças dos países em vias de desenvolvimento. Todos os anos, dezenas de milhões de mães gravemente subnutridas dão à luz dezenas de milhões de bebés igualmente ameaçados.

    O flagelo da fome atinge 777 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento, 27 milhões nos países em transição (na ex-União Soviética) e 11 milhões nos países desenvolvidos.

        

    A fome torna-se, assim, um problema generalizado, que atinge os mais pobres em todo o mundo e não apenas nos países em desenvolvimento.

     É claramente um problema de desigualdades.

  Para compreender correctamente a problemática da fome, é necessário considerar o conjunto das suas causas, bem como as suas implicações. Vejamos as causas principais, agrupando-as segundo categorias: económicas, sócio-culturais e políticas.

 

Causas Económicas

  Ø A fome é motivada, primeiro que tudo, pela pobreza.

  Ø É causada por:

        - políticas económicas inadequadas implementadas nos países desenvolvidos

        - estruturas e costumes pouco eficazes

       - comportamentos lamentáveis a nível moral, tais como a busca egoísta do dinheiro, do poder e da imagem pública, a perda do sentido de serviço à comunidade, em benefício exclusivo de pessoas ou de grupos, e ainda a enorme corrupção

        - dívida dos países pobres aos países ricos.

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Causas Sócio-culturais

  Ø A fome é um problema gravíssimo que é desencadeado e agravado por diversos factores, entre eles os sócio-culturais.

  Ø Abunda nos países do Terceiro Mundo, que vivem em extrema pobreza desde sempre e nunca demonstraram capacidade de, autonomamente, sair dela.

  Ø Não há qualquer tipo de investimento no ensino, na educação nem na formação das pessoas

  Ø São países que têm religiões e culturas diferentes e muito características. Seguem determinadas convicções que não lhes permitem mudar muito os seus hábitos e o seu estilo de vida

  Ø A demografia é também um grave problema

  Ø As famílias são muito numerosas e não há possibilidade de serem alimentados convenientemente e assim surgem muitas doenças (derivadas de carências nutricionais) desde a infância.

  Ø A população fica então muito debilitada e surgem com muita frequência muitas epidemias.

  Ø Só com a solidariedade e ajuda dos países mais ricos será possível reverter esta situação que piora de dia para dia.

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Causas Políticas

 

Ø    Os políticos tem falta de vontade politica para inverterem a situação da fome.


Ø    A privação dos alimentos é uma das principais causas politicas para este problema, muito utilizada no decurso da história.

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ONG's

UNICEF

Ø A UNICEF é uma agência das Nações Unidas que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças;

Ø É uma organização não governamental;

Ø A UNICEF é a única organização mundial que se dedica especificamente às crianças;

Ø Actualmente, trabalha em 158 países de todo o mundo;

Ø     As prioridades desta organização são:

    - Educação das raparigas;

    - Desenvolvimento na primeira infância;

    - Imunização “mais”;

    - Luta contra o HIV/SIDA;

    - Protecção Infantil;

 Ø Para realizar todas estas acções de solidariedade, a UNICEF depende exclusivamente de contribuições voluntárias.

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Ø      A AMI é uma Organização Não Governamental com estatuto jurídico de Fundação, privada, apolítica e sem fins lucrativos.

Ø      A AMI tem como objectivo lutar contra a pobreza, a exclusão social, o subdesenvolvimento, a fome e as sequelas da guerra, em qualquer parte do Mundo.

Ø       Foi fundada pelo Dr. Fernando Nobre a 5 de Dezembro de 1984 e desde então que a sua actuação se baseia em três pilares fundamentais: vertente externa, vertente interna e alertar consciências.

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CRUZ VERMELHA

 

Ø       A Cruz Vermelha Portuguesa foi fundada a 11 de Fevereiro de 1865 pelo Dr. José António Marques.

Ø       A Cruz Vermelha Portuguesa é uma instituição humanitária, não governamental e de utilidade pública, que desenvolve a sua missão em obediência aos Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha.

Ø       Independentemente da existência de guerra, ou não, e alheia a orientações políticas, acorre em prol da população, tanto em situações de rotina, como de emergência.

Ø       Implantada em todo o território nacional, exerce a sua missão através do pessoal, essencialmente voluntário, fundamentalmente vocacionado para intervir nas áreas da saúde e social.

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Amnistia Internacional

Ø Fundada em 1961.

Ø Defende os direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Ø Age através da mobilização da opinião publica para causas a que se presta ajudar, pressionando os governos a tomar medidas favoráveis.

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Banco Alimentar Contra a Fome

       Ø     Os Bancos Alimentares Contra a Fome são instituições particulares que lutam contra o desperdício de produtos alimentares, redistribuindo-os gratuitamente a pessoas carenciadas.

Ø    Estas instituições repartem refeições confeccionadas (servidas nos centros de acolhimento, distribuídas na rua aos sem abrigo ou entregues ao domicílio) e cabazes de alimentos a pessoas comprovadamente carenciadas.

Ø     Duas vezes por ano, o Banco Alimentar Contra a Fome leva a cabo uma campanha de recolha de alimentos em supermercados. Além disso, recebem contribuições de empresas, particulares, de excedentes de produção da indústria agro-alimentar, excedentes agrícolas e da grande distribuição, e ainda produtos de intervenção da União Europeia.

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